Marcílio e Portuguesa: personagens de uma história em comum
Relembre jogadores e treinadores que defenderam o Marinheiro e a Lusa ao longo das últimas décadas.
O confronto entre Marcílio Dias e Portuguesa de Desportos também desperta a lembrança de diversos jogadores que marcaram época vestindo as camisas dos dois clubes. Ratinho, Renê, Marajó, Danival, Jairo Lenzi e Luís Ricardo estão entre os vários atletas que fizeram parte dessa história. Relembre alguns deles.
Ratinho
Heitor Martinho de Souza, o inesquecível Ratinho (foto), revelado pelo Fluminense de Joinville, foi contratado pelo Marcílio Dias em 1962. No clube de Itajaí, o habilidoso ponta-direita tornou-se ídolo e participou da conquista do Campeonato Catarinense de 1963.
Depois de fazer história no Marinheiro, Ratinho foi negociado com a Lusa em 1966. Rapidamente conquistou a titularidade e passou a integrar o famoso ataque "Iê Iê Iê", ao lado de Leivinha, Ivair, Paes e Rodrigues. As boas atuações com a camisa rubro-verde lhe renderam convocações para a Seleção Paulista, pela qual atuou ao lado de Pelé.
Em julho de 2025, o diretor de Memória e Cultura do Marcílio Dias, Fernando Alécio, visitou o Museu Histórico da Portuguesa e doou um exemplar do livro Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963, obra que narra a conquista estadual do Marinheiro e registra a participação do ex-jogador. "Ratinho foi muito importante numa fase fabulosa da Portuguesa na década de 1960", destacou na ocasião o responsável pelo museu da Lusa, Alberto Miranda.
A passagem de Ratinho pelo Canindé chegou ao fim em 1972, no episódio conhecido como "Noite do Galo Bravo". Insatisfeito com a derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, no Parque Antárctica, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, o então presidente da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte, decidiu dispensar os principais jogadores do elenco. Além de Ratinho, deixaram o clube Marinho Peres, Lorico, Piau, Samarone e Hector Silva. Após deixar a Portuguesa, Ratinho ainda defendeu São Paulo e Joinville, onde encerrou a carreira. Faleceu em 2001, vítima de um acidente automobilístico.
Renê
O ponta-esquerda Renê Pinto foi outro campeão catarinense pelo Marcílio Dias negociado com a Portuguesa em 1966. Autor de mais de 100 gols nas seis temporadas em que defendeu o manto rubro-anil, não repetiu o sucesso alcançado por Ratinho no Canindé. Disputou 18 partidas pela equipe paulista e, posteriormente, atuou em clubes do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Faleceu em 2017, na cidade mineira de Uberaba, onde residia.
Danival
Formado pelo Atlético Mineiro, o volante Danival de Oliveira vestiu a camisa do Marcílio Dias nas temporadas de 1985 e 1986. Sua passagem pelo Marinheiro ficou marcada pelo gol da vitória sobre o Avaí, em setembro de 1986, pelo Campeonato Brasileiro (Torneio Paralelo). Foi o primeiro gol do Marcílio Dias em uma competição nacional oficial. Antes disso, Danival havia defendido a Portuguesa entre 1980 e 1982.
Marajó
Francisco Carlos dos Santos, o Marajó, destacou-se como um zagueiro de forte presença defensiva e conhecido pela qualidade nas cobranças de falta. Ao lado de Paulo César, formou a zaga do Marcílio Dias na campanha do vice-campeonato catarinense de 1986. Pela Portuguesa, atuou entre 1984 e 1985.
Jairo Lenzi
Revelado pelo Marinheiro em 1987, Jairo Lenzi integrou o famoso "Siri Mecânico", como ficou conhecida a equipe do Marcílio Dias nas temporadas de 1988 e 1989, além de ter acumulado outras passagens pelo Gigantão das Avenidas. Campeão da Copa do Brasil de 1991 pelo Criciúma, em 1995 transferiu-se para a Portuguesa, mas disputou apenas três partidas pela equipe no Campeonato Brasileiro daquele ano.
Luís Ricardo
Herói do Marcílio Dias na conquista da Recopa Sul-Brasileira de 2007, ao marcar três gols na decisão atuando como atacante, Luís Ricardo ganhou projeção nacional na Portuguesa. Entre 2010 e 2013, destacou-se como lateral-direito, conquistando o título brasileiro da Série B de 2011 na equipe que ficou conhecida como "Barcelusa".
Lúcio
Goleiro da "Barcelusa" na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B de 2011, Lúcio foi contratado pelo Marcílio Dias para disputar o Campeonato Catarinense do ano seguinte. No Marinheiro, porém, não deu sorte: atuou em apenas duas partidas da péssima campanha que resultou em rebaixamento.
Jorginho
Embora não tenha defendido o Marcílio Dias como jogador, Jorginho também faz parte da história que liga os dois clubes. Pela Portuguesa, disputou 265 partidas entre 1984 e 1990. Já como treinador, comandou a equipe paulista na campanha do título brasileiro da Série B de 2011. Em 2022, dirigiu o Marinheiro nas primeiras rodadas da Copa Santa Catarina, competição que seria conquistada pelo Rubro-Anil.