História do Marcílio Dias
Personagens, conquistas e momentos que marcaram a trajetória do Marinheiro.
Fundação
Fundado em 17 de março de 1919, o Clube Náutico Marcílio Dias surgiu por iniciativa dos jovens Allyrio Gandra, Gabriel João Collares e Victor Emmanoel Miranda. Seu nome homenageia o marinheiro herói da Batalha Naval do Riachuelo (Guerra do Paraguai) e suas cores remetem ao C. N. Francisco Martinelli (vermelho) e ao C. N. Riachuelo (azul), dois grandes clubes de remo de Florianópolis. A assembleia de fundação foi realizada no antigo salão da Sociedade Guarany (foto).
Estatuto e Primeira Diretoria
Aprovado em 3 de abril de 1919, o primeiro estatuto registra que o clube surgiu com a finalidade de "proporcionar aos seus associados exercícios físicos, tais como: remo, natação, ginástica e outras diversões compatíveis com a educação moral e intelectual da mocidade". A primeira diretoria, eleita e empossada em 13 de abril de 1919, teve Ignacio Mascarenhas Passos (foto) como presidente.
Incorporação do Itajahyense
Embora nascido com o objetivo de fomentar o desporto náutico em Itajaí, logo em seus primeiros meses de existência o Clube Náutico Marcílio Dias abarcou outras modalidades e se tornou o grande propulsor das práticas desportivas na cidade. O futebol foi introduzido no clube em 10 de maio de 1919, através da incorporação do Itajahyense Foot-Ball Club, um dos primeiros clubes de futebol de Santa Catarina, fundado em 1911, por sugestão do vice-presidente Adolfo Germano de Andrade (foto).
Estreia nas regatas
Em 16 de novembro de 1919, o Marcílio Dias fez sua estreia nas regatas oficiais da Federação Catarinense do Remo, em Florianópolis. Tido como azarão, surpreendeu a todos ao terminar o páreo de estreantes em segundo lugar. No terceiro páreo, os remadores itajaienses conquistaram outro honroso segundo lugar.
Primeira vitória
Em 21 de dezembro de 1919, o Sport Club Brusquense (atual Carlos Renaux) viajou a Itajaí para enfrentar o Marcílio Dias. O jogo foi disputado no campo do Almirante Barroso, na Rua dos Atiradores (atual Rua Uruguai), e terminou com o placar de 3 a 1 para os itajaienses. Trata-se da primeira vitória do Marcílio Dias de que se tem registro. Os gols do triunfo itajaiense foram anotados por Anysio, Antoninho e Guedinho.
Praça de Esportes "Dr. Hercílio Luz"
Em 2 de outubro de 1921, um grande festival com disputas de diversas modalidades esportivas marcou a inauguração da Praça de Esportes "Dr. Hercílio Luz", evento que ficou conhecido como Festa da Primavera. O nome homenageia o governador que cedeu o terreno ao clube, através da Lei nº 1.352/21. A quadra de tênis já havia sido inaugurada em maio daquele ano.
"Raid" Itajaí–Florianópolis
Um dos mais notáveis feitos dos remadores marcilistas se deu em 27 de setembro de 1922. A bordo da iole "Yara", cinco rowers cruzaram a barra do Itajaí-Açu e enfrentaram o mar aberto até Florianópolis. A histórica guarnição era composta por Gaspar da Costa Moraes (patrão), João Tabalipa (voga), Pedro Santos (sota voga), João Willert (sota proa) e José Corbetta (proa).
Campeão estadual de remo
Nas competições oficiais de remo, a maior glória foi alcançada nas regatas de 15 de novembro de 1925, quando o clube foi campeão estadual ao vencer com a iole "Ygara". A guarnição campeã catarinense em 1925 teve a seguinte composição: Luiz Reis (patrão), João Tabalipa (voga), Pedro Santos (sota voga), João Carolino (sota proa) e José Corbetta (proa).
Estreia no Campeonato Catarinense
O ano de 1930 marca a estreia do Marinheiro no Campeonato Catarinense de Futebol. O primeiro jogo ocorreu em 20 de julho de 1930, no campo da Vila Operária, contra o Lauro Müller, e terminou empatado em 2 a 2. O Marcílio terminou a competição com o vice-campeonato, ao ser derrotado pelo Avaí na decisão, por 6 a 2, em 29 de março de 1931. Na foto: Guarino, Artilheiro e Zaguini, integrantes do quadro marcilista.
Campeão de Itajaí (ASVI)
Entre janeiro e março de 1938, Marcílio Dias, Lauro Müller e CIP enfrentaram-se no Campeonato de Itajaí, organizado pela Associação Sportiva do Valle do Itajahy (ASVI). Dois gols de Waldemiro e outro de Julinho garantiram o título da cidade ao Marcílio Dias, em 27 de março, na vitória por 3 a 0 sobre o Lauro. Este é o primeiro título oficial do Marinheiro no futebol.
Campeão do Vale do Itajaí
O Marcílio Dias voltou a ser campeão em 1939, desta vez do torneio regional da ASVI, que também reunia times de Brusque, como Brusquense e Paysandu. O título veio em 8 de outubro de 1939, com uma rodada de antecipação, após a goleada por 4 a 1 sobre o CIP, campeão catarinense de 1938. Paulo Perú, Júlio Coceiro, Mazinho e Aloysio marcaram os gols marcilistas.
Bicampeão do Vale do Itajaí
Em 1944, o Marcílio Dias sagrou-se campeão pela segunda vez do campeonato do Vale do Itajaí. Invicto, o Marinheiro fez campanha avassaladora: sete vitórias e um empate. O ataque rubro-anil marcou 22 gols em sete jogos, média superior a três gols por partida. O título foi garantido no empate em 2 a 2 com o Paysandu, em Brusque, no dia 10 de setembro.
Tricampeão do Vale do Itajaí
Com a desistência de várias equipes, apenas Marcílio Dias e Lauro Müller disputaram o campeonato do Vale do Itajaí de 1946, decidido numa série "melhor de três". Sabe-se que o Lauro venceu a primeira partida por 3 a 1, em 18 de agosto. O Marinheiro saiu vitorioso nos jogos realizados em 25 de agosto e 8 de setembro, embora os placares sejam desconhecidos. O artilheiro foi Wanildo (foto), autor de sete gols. Nesse mesmo ano, o Marcílio goleou o Figueirense por 6 a 1, em amistoso realizado no dia 16 de junho.
Troféu Governador Jorge Lacerda
Em 8 de abril de 1956, o Marcílio Dias conquistou o Troféu Governador Jorge Lacerda, oferecido e entregue pelo próprio, ao vencer o Paula Ramos, por 3 a 2, em amistoso disputado no Estádio Doutor Hercílio Luz. Na noite anterior, Jorge Lacerda foi homenageado pela diretoria rubro-anil, que conferiu ao então governador o título de sócio honorário do clube. Na foto, Wanildo recebe o troféu das mãos de Jorge Lacerda.
Estreia de Idésio
A vinda do atacante Idésio Moreira, com 19 anos, em 1957, deu início a uma fase gloriosa. Natural de Itajaí, Idésio ingressou nas categorias de base do Marcílio aos 15 anos, mas deixou o clube antes de chegar ao time principal. Em 1955, defendeu o Lauro Müller e, no ano seguinte, o Carlos Renaux. De volta ao clube que o revelou, se tornaria o maior artilheiro da história rubro-anil, com mais de 150 gols.
Maior goleada no Barroso
Vitória por 5 a 1 sobre o Almirante Barroso, em 31 de agosto de 1958, pelo campeonato profissional da Liga Itajaiense de Desportos (LID), sendo esta a maior goleada registrada no chamado "clássico praiano". Hugo (duas vezes), Nande, Adilson e Cirilo marcaram os gols do Marinheiro.
Campeão de Itajaí (LID)
O Marinheiro foi campeão da Liga Itajaiense de Desportos (LID), em 1958, com números expressivos. O título foi garantido na vitória sobre o Almirante Barroso, por 1 a 0, gol de Idésio, em 21 de dezembro. Foram dez vitórias, um empate e uma derrota. O time marcou 31 gols, e Idésio foi o artilheiro do campeonato com dez tentos.
Supercampeão do Centenário
Coube ao Marcílio Dias a honra de sagrar-se campeão do "centenário", como ficou conhecido o torneio da Liga Itajaiense de 1960, ano em que a cidade celebrou 100 anos de emancipação política. A conquista veio após renhida disputa com o Cimenport no "supercampeonato", já que as duas equipes terminaram empatadas em pontos na fase regular. Na partida decisiva, em 21 de agosto, um gol de Maneca garantiu a vitória por 1 a 0 e o almejado troféu.
Tricampeão de Itajaí (LID)
A supremacia do Marinheiro no futebol praiano foi mantida em 1961. Sem dar chance aos adversários, o Marcílio conquistou, invicto, seu terceiro título da Liga Itajaiense e segundo consecutivo, com cinco vitórias e um empate. A taça veio com uma rodada de antecipação, ao golear o Cimenport por 4 a 1, em 27 de agosto.
Vice-campeão Sul-Brasileiro
Em 18 de março de 1962, o Marcílio Dias bateu o Operário de Ponta Grossa (PR) por 3 a 1 e garantiu a segunda colocação no 1º Campeonato Sul-Brasileiro, também chamado de Taça da Legalidade. O torneio homenageava o movimento que visava empossar o vice-presidente João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros, e teve o Grêmio (RS) como campeão. Também participaram Metropol (SC), Internacional (RS) e Coritiba (PR).
Tetracampeão de Itajaí (LID)
O Marcílio Dias ampliou seu domínio no futebol local ao sagrar-se tetracampeão da Liga Itajaiense em 1962. Na grande decisão, em 1º de julho, o Rubro-Anil derrotou o arquirrival Almirante Barroso por 2 a 1, de virada, no campo do adversário. O zagueiro Joel Santana e o atacante Idésio marcaram os gols marcilistas.
Campeão Catarinense
Na temporada de 1963, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) promoveu o Torneio Luiza Mello, vencido de forma incontestável pelo Marcílio Dias, que liderou de ponta a ponta. O Marinheiro faturou o título com uma rodada de antecipação ao bater o Carlos Renaux, em Brusque, por 4 a 1, em 23 de fevereiro de 1964. Em 1983, a competição foi oficialmente reconhecida pela Assembleia Geral da FCF como Campeonato Catarinense de 1963.
Pentacampeão de Itajaí (LID)
O Marcílio Dias conquistou pela quinta vez, e quarta consecutiva, o campeonato da Liga Itajaiense, com vitória por 3 a 2 sobre o Almirante Barroso, em 8 de março de 1964. Aquiles (foto), duas vezes, e Odilon marcaram os gols que deram ao Marinheiro o título de campeão de Itajaí de 1963, consolidando a hegemonia rubro-anil no futebol local.
Inauguração dos refletores
No jogo de inauguração do sistema de iluminação do Estádio Doutor Hercílio Luz, na fria noite de 17 de junho de 1964, o Marcílio Dias bateu o Coritiba por 1 a 0. O centroavante Aquiles foi o autor do gol do primeiro jogo noturno em Itajaí.
Primeiro jogo internacional
No dia 16 de janeiro de 1975, o Marcílio Dias disputou sua primeira partida internacional: venceu o Defensor, do Uruguai, por 1 a 0, em Itajaí, com gol de Cacalo (foto). Em 1976, o Marinheiro recebeu outros dois clubes tradicionais do exterior: em 3 de fevereiro bateu o Racing Club (Argentina) por 2 a 0 e, em 17 de março, goleou o Colo Colo (Chile) por 4 a 0.
Campeão do Torneio Incentivo
Ao bater o Joaçaba por 1 a 0, gol de Rubenval, em 7 de maio de 1980, o Marinheiro conquistou o Torneio Incentivo, correspondente à segunda fase do Campeonato Catarinense daquele ano. O Marcílio venceu 12 jogos, empatou seis e perdeu apenas um, teve o melhor ataque, com 28 gols, e o melhor saldo, com 15. Nilo Lehanrt foi o artilheiro da equipe, com oito gols.
Campeão da Taça FCF
Em 1984, o Marinheiro faturou a Taça Federação Catarinense de Futebol, torneio promovido para comemorar o sexagenário da entidade. Na primeira fase, o Marcílio deixou Blumenau e Carlos Renaux pelo caminho. Depois despachou Inter de Lages e Figueirense. Na semifinal, a vítima do Rubro-Anil foi o Joinville e na decisão do título, o Marcílio superou o Avaí com duas vitórias: 2 a 1 na Ressacada e 2 a 0 em Itajaí, no dia 15 de abril. Osmarzinho e Antoninho fizeram os gols na grande final.
Siri Mecânico
Nos anos de 1988 e 1989, o Marcílio Dias montou um grande time que ficou conhecido como Siri Mecânico, em alusão à Laranja Mecânica, apelido da seleção holandesa da Copa de 1974 pelo futebol dinâmico e envolvente. Com nomes como Rosemiro, Palmito, Wilsinho, Nélio, Rogério Uberaba, Sidnei Spina, Joel, Gelson e Jairo Lenzi, o Marinheiro viveu uma fase memorável, conquistando três taças equivalentes a fases do certame estadual (Carlos Cid Renaux, Governador Pedro Ivo e RCE TV), todas vencidas em finais contra o Joinville.
Taça Carlos Cid Renaux
Em 27 de março de 1988, o Marcílio Dias conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, iniciando a trajetória da histórica equipe conhecida como Siri Mecânico, comandada por Levir Culpi. Após eliminar o Criciúma em uma emocionante semifinal, o Marinheiro superou o Joinville na decisão. No jogo de volta, em Joinville, empatou por 3 a 3, com gols de Joel (2) e Nélio, garantindo o título. Joel terminou o Estadual como artilheiro, com 18 gols.
Taça Governador Pedro Ivo
Sob o comando de Veiga, o Marcílio Dias conquistou a Taça Governador Pedro Ivo, referente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense de 1989. Após eliminar o Figueirense na semifinal, o Marinheiro enfrentou o Joinville na decisão. Depois de perder por 1 a 0 em Joinville, venceu em Itajaí pelo mesmo placar, com um histórico gol olímpico de Rogério Uberaba. Após empate sem gols na prorrogação, o título foi decidido nos pênaltis. O Marcílio venceu por 5 a 3 e levantou o troféu, consolidando a equipe que ficaria conhecida como "Siri Mecânico".
Taça RCE TV
O Marcílio Dias conquistou mais um título de turno do Campeonato Catarinense de 1989, desta vez a Taça RCE TV. Com Joel de volta, o Marinheiro eliminou o Criciúma na semifinal e reencontrou o Joinville na decisão. Após perder por 2 a 1 na ida, goleou o JEC por 4 a 0 em Itajaí, com três gols de Joel, mas precisou dos pênaltis após empate na prorrogação. O goleiro Mauro foi decisivo, e o Marcílio venceu por 3 a 0 nas cobranças. Apesar dos dois turnos conquistados, terminou o campeonato em terceiro lugar no quadrangular final.
Campeão catarinense juvenil
Em 1º de dezembro de 1990, o Marcílio Dias sagrou-se campeão da primeira edição do Campeonato Catarinense Juvenil ao bater o Joinville na decisão. Após empate sem gols no jogo de ida, em Itajaí, o Marinheiro venceu a partida de volta, no Ernestão, por 2 a 0, gols de Mano e Adiel. O time comandado pelo técnico Dito Cola formou com Arthur; Odair, Rogério, Goiano e Mano; Toni, Gélson e Anísio; Anderson, Mike e Adiel.
Campeão catarinense feminino
O Marcílio Dias foi campeão catarinense de futebol feminino de 1997, título conquistado em 23 de novembro daquele ano, em Joinville. Na decisão, as marinheiras derrotaram o União de Boehmerwald por 5 a 2. Os gols do time treinado por Marcão foram marcados por Leila, Marise (duas vezes), Janete e Marcinha. No ano seguinte, o clube representou Santa Catarina no Campeonato Brasileiro Feminino de 1998, em Goiânia (GO).
Campeão catarinense 2º Divisão
Rebaixado pela primeira vez no Campeonato Catarinense de 1998, o Marcílio Dias disputou a segunda divisão no ano seguinte e garantiu o retorno à elite após histórica vitória na final, por 5 a 4, contra o Itajaí Esporte Clube, em 15 de dezembro de 1999. Adriano (duas vezes), Benê, Jair Santos e Edu Cortina marcaram os gols do Marinheiro.
Vice-campeão catarinense
De volta à primeira divisão, o Marcílio Dias fez grande campanha no Estadual de 2000 e chegou à decisão do título. Na semifinal, o Rubro-Anil eliminou o Figueirense ao vencer por 2 a 1, em Florianópolis, com um gol de falta cobrada pelo lateral-direito Lelo. Na final, o Marinheiro não conseguiu superar o Joinville e ficou com o honroso vice-campeonato.
Copa Santa Catarina
Em 18 de novembro de 2007, o Marcílio Dias conquistou a Copa Santa Catarina ao vencer o Figueirense por 3 a 1, de virada, no Orlando Scarpelli. Felipe Oliveira, Dauri e Michel marcaram os gols do Marinheiro, comandado pelo técnico Mauro Ovelha. O Marinheiro foi campeão por antecipação, ao faturar o turno e o returno da competição. Em oito partidas, o Marcílio terminou invicto, com cinco vitórias e três empates, marcando 15 gols e sofrendo apenas seis.
Recopa Sul-Brasileira
O ano de 2007 foi especial para a torcida, que comemorou dois títulos naquela temporada. A conquista da Copa Santa Catarina credenciou o Marinheiro a disputar a Recopa Sul-Brasileira, em Curitiba (PR), em dezembro do mesmo ano. O Marcílio Dias venceu a competição regional com duas goleadas: 4 a 1 sobre o Juventus (SP) na semifinal e 4 a 1 sobre o Caxias (RS), na final. Luís Ricardo (duas vezes), Fabrício e Claudemir fizeram os gols do time itajaiense na decisão.
Marcelo Vacaria
Um trágico acontecimento marcou o início de 2008: o Marcílio Dias perdeu seu goleiro Marcelo Vacaria em acidente fatal de automóvel, ocorrido em 16 de fevereiro. Ídolo da torcida, Vacaria havia sido um dos destaques nas conquistas recentes da Copa Santa Catarina e da Recopa Sul-Brasileira, quando inclusive defendeu uma cobrança de pênalti na final.
Divisão Especial
Em um período marcado por oscilações, resultando em dois rebaixamentos no Estadual (2009 e 2012), o Marcílio Dias acrescentou mais dois troféus à sua galeria com as conquistas da Divisão Especial de 2010 e 2013, somando três títulos da segunda divisão catarinense. Em 2010, o título foi conquistado sobre o Concórdia. Em 2013, o Brusque foi adversário na final.
Retorno à elite
Em 2015, o Marinheiro teve o dissabor de seu quarto rebaixamento e passou três temporadas na segunda divisão estadual. Conseguiu o acesso em 2018, ao ser vice-campeão da Série B, e retornou à elite com uma boa campanha (5º lugar) no Catarinense de 2019. Neste mesmo ano, o Rubro-Anil foi vice-campeão da Copa Santa Catarina.
Bicampeão da Copa Santa Catarina
O Marcílio Dias conquistou pela segunda vez a Copa Santa Catarina em 2022, encerrando a competição de forma invicta na primeira fase, com cinco vitórias e cinco empates. Nas semifinais, eliminou o Carlos Renaux com direito a uma goleada por 5 a 1 fora de casa. Na decisão, enfrentou o Hercílio Luz e empatou em 0 a 0 no jogo de ida, em Tubarão. Na volta, em 13 de novembro, diante da torcida no Gigantão das Avenidas, venceu por 2 a 1, gols de Nando e João Carlos, garantindo o título e uma vaga na Copa do Brasil de 2023.
Estreia na Copa do Brasil
O dia 21 de fevereiro de 2023 marcou a estreia do Marcílio Dias na Copa do Brasil, diante da Chapecoense. O placar foi 1 a 0 para o Marinheiro, com gol de Peu aos 41 minutos do segundo tempo, no Gigantão das Avenidas. Na fase seguinte, o Rubro-Anil seria eliminado pelo Maringá. O Marcílio também disputou a Copa do Brasil em 2024, quando foi superado pelo Vasco da Gama, por 3 a 1, na primeira fase.
Tricampeão da Copa Santa Catarina
Em 26 de novembro de 2023, o Marcílio Dias conquistou novamente a Copa Santa Catarina, tornando-se tricampeão da competição e bicampeão consecutivo. Na final, enfrentou o Concórdia. Após empate por 1 a 1 no jogo de ida, no Gigantão das Avenidas, o Marinheiro venceu por 3 a 1 na partida de volta, em Concórdia, de virada. Juninho Tardelli, Rony e Alex Oliveira marcaram os gols do título. A conquista garantiu ao Marcílio Dias vaga na Copa do Brasil de 2024.
Campeão da Copa SC Sub-17
Dias depois da conquista da Copa Santa Catarina 2023 no profissional, o Marcílio levantou o troféu também na categoria Sub-17, superando o Irmã Carmen na decisão. Após empate por 1 a 1 no jogo de ida, em Itajaí, o Marinheiro voltou a empatar, desta vez por 2 a 2, em Araranguá. Marcos Vitor, de pênalti, e Jorge Ribeiro marcaram os gols marcilistas. Nas penalidades, o Marcílio venceu por 4 a 1. O goleiro Gustavo Marques terminou como o menos vazado.
Vice-Campeão da Copa Sul Sub-20
Após oito anos sem equipe sub-20, o Marcílio Dias retomou a categoria em 2024 com uma campanha de destaque. Na Copa Sul Sub-20, o Marinheiro terminou a primeira fase com três vitórias, um empate e duas derrotas. Após eliminar Avaí (quartas-de-final) e Criciúma (semifinal), enfrentou o Athletico-PR na decisão: empatou em 0 a 0 em Itajaí, mas perdeu por 4 a 1 em Curitiba, ficando com o honroso vice-campeonato da competição.
Estreia na Copa São Paulo Júnior
Em janeiro de 2025, o Marcílio Dias participou pela primeira vez da Copa São Paulo de Futebol Júnior. No Grupo 22, disputado em Taubaté, o Marinheiro venceu o time da casa por 3 a 2, perdeu por 3 a 2 para o Goiás e empatou em 1 a 1 com o Inter de Minas, avançando à segunda fase com quatro pontos. No mata-mata, enfrentou o Grêmio e acabou eliminado após derrota por 1 a 0. Um marco histórico para as categorias de base do clube.
Campeão da Copa SC Sub-18
A base do Marinheiro comemorou mais um título ao conquistar a Copa Santa Catarina Sub-18 2025. Na final, venceu o Nação, por 3 a 1, no Gigantão das Avenidas, após empate sem gols no jogo de ida, em Joinville. O Marcílio abriu o placar com Dydye Drogba, sofreu o empate, mas voltou à frente com Kevin e confirmou o título com Caio, no último lance. Lorenzo foi o artilheiro, com cinco gols, e Juan, o goleiro menos vazado.